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BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Francês, Inglês, Arte e cultura, Bebidas e vinhos, Idiomas MSN - manespoli@hotmail.co
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Enfyspot antigo - NOVO em http://enfyspot.zip.net
O blog acabou. Limite de quota.
Escrito por ...enfys... às 00h13
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Desabafo
"...eu só quero saber em qual rua
minha vida vai encostar na tua..."
I want somebody neeeeew!!!! 
Escrito por ...enfys... às 16h17
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VIÚVA NEGRA

Estava eu, de madrugada, na minha cama, sem sono, quando me vem à cabeça a imagem de uma viúva negra. Junto com a imagem, porém, chega o pensamento de que tenho agido assim, me comportado como uma em relação a relacionamentos... Como? Bem, leiam a descrição feita por Lucia Helena Salvetti De Cicco, Diretora de Conteúdo e Editora Chefe do site Saúde Animal, em http://www.saudeanimal.com.br. E depois minha nota final.
***
A viúva-negra tem péssima reputação e não é sem razão: sua picada é realmente perigosa. Provoca dores, cãibras e distúrbios nervosos, ou até a morte, no caso de pessoas debilitadas. Na verdade, só algumas fêmeas são grandes o bastante para serem perigosas; geralmente, elas não são agressivas e sua primeira reação ao perigo é se esconder.
Existem numerosas subespécies de viúvas-negras, distribuídas pela maioria das regiões quentes. São aranhas de porte médio, corpo preto-brilhante e freqüentemente com uma mancha vermelha no abdome. Fazem suas teias em lugares sombrios e frescos, o que explica a sua preferência por casas.
Quando um inseto pousa em sua teia, a viúva-negra é avisada pelas vibrações dos fios. Ela corre e envolve sua vítima numa rede espessa de fios antes de aferroá-la com suas quelíceras, pinças ocas que injetam o veneno.
Após o acasalamento, a fêmea devora o macho. O casulo onde os ovos são depositados é maior que o corpo da aranha. Dele saem dezenas de filhotes.
Quadro clínico: A sintomatologia do envenenamento parece ser a mesma no mundo inteiro, variando apenas em pequenos detalhes: no local da picada, não se observa anomalia alguma, a dor, intensa, irradia-se, generalizando-se pelo corpo e concentrando-se nas articulações e nos órgãos internos revestidos de musculatura lisa. Pode haver elevação de temperatura no começo e mais tarde, é mais comum, porém, baixa temperatura, com calafrios, tremores, cãibras, principalmente nas pernas, pés e dedos dos pés, que se encurvam. Palpitações cardíacas, suores frios, retenção de urina, convulsões tetânicas, estados dolorosos das vísceras são comuns, à medida que o envenenamento se propaga.
Tratamento: O tratamento consiste na aplicação de medicamentos antialérgicos, cardiotônicos e calmantes.
IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.
***
Em mais ou menos 10% dos casos, de tempos em tempos, esta característica parece enfraquecer em mim. Hoje vivo um caso entre esses 10%... Pode ser que eu tenha capturado minha vítima em minha teia, não tenho certeza, mas não consigo me aproximar dela... Medo? Interrupção de ciclo? Falta de espaço? Incompetência? Não descobri ainda... Mas descobrirei.
Escrito por ...enfys... às 16h50
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Nada a declarar, a não ser...

(Sentindo o cheirinho das flores...)
Beija, beija... tá calor, tá calor...!!!
Escrito por ...enfys... às 20h13
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Palmas para Poeta Português!!!
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, pois posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedir pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
”Povo previdente!” Pensava Pedro Paulo... “Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses”. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes. “Paris! Paris!” Proferiu Pedro Paulo. “Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir”.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: “Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Por que pintas porcarias?”. “Papai”, proferiu Pedro Paulo, ”pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal”.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
Profere portanto proprietária precavida: Posto, pois. Porém, por pesar, pouco pareço poder proferir pela posse poética. Procurarei... prometo!
Escrito por ...enfys... às 21h32
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Nem sempre...
Nem sempre as coisas boas da vida acontecem nos momentos em que gostaríamos que acontecessem...
Nem sempre as que consideramos más são de todo destrutivas...
Nem sempre as pessoas importantes para nós aparecem no momento certo para nós...
Nem sempre podemos confiar nossos segredos mais profundos na hora em que precisamos...
Nem sempre a pessoa em que você confia e ama te compreende como você gostaria que ela compreendesse...
Nem sempre faz sol naquele fim de semana na praia que passamos meses combinando...
Nem sempre todo mundo está disposto a sair numa noite em que você está a fim de ficar rodeado de gente...
Nem sempre chove quando o meteorologista do jornal diz que vai chover...
Nem sempre um rosto bonito assegura que o que há dentro é interessante...
Nem sempre o vizinho devolve a nossa bola...
Nem sempre achamos um posto 24h no meio do caminho pra comprar cigarros...
Nem sempre ouvimos dos outros aquilo que gostaríamos de ouvir...
Nem sempre a verdade é fácil de se entender...
Nem sempre o salário corresponde ao esforço e dedicação que temos no trabalho...
Nem sempre aqueles que amamos agora permanecem por muito tempo perto de nós...
Nem sempre estamos com vontade de passar a noite acordados...
Nem sempre ficamos a fim de levantar da cama numa quarta-feira chuvosa...
Nem sempre as palavras são significado de alguma coisa...
Nem sempre sabemos diferenciar uma crítica construtiva de uma maldosa...
Nem sempre conseguimos admitir que erramos...
Nem sempre podemos comemorar a vitória antes do resultado final...
Nem sempre devemos acreditar em tudo que nos dizem...
Nem sempre as promessas são cumpridas...
Nem sempre os sonhos se tornam realidade...
Nem sempre somos recompensados por um esforço desmedido que fizemos por alguém...
Nem sempre queremos sorrir...
Nem sempre podemos tolerar por muito tempo as ofensas e insultos...
Nem sempre devemos reagir com violência a uma situação que só demanda violência...
Nem sempre estamos abertos a discussões pela manhã...
Nem sempre uma nova paixão cura a dor de outra...
Nem sempre o que os olhos não vêem o coração não sente...
Nem sempre toca Raul Seixas numa balada de MPB...
Nem sempre recebemos um telefonema quando queremos conversar com aquela pessoa...
Mas sempre, sempre mesmo, a Vida, como ela É e deseja ser, está acontecendo à nossa volta, independente de como queiramos que Ela se comporte. Às vezes, os “nem sempre”, o inusitado, o imprevisível assume lugar, e nos surpreende de tal maneira que chegamos à conclusão de que tudo o que queríamos era aquilo que nunca havíamos imaginado...
Escrito por ...enfys... às 02h07
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Para comemorar o Dia das Mães, venho contar a todos sobre o presente que me foi dado pela Selina de Gothan e pela Senhora da Vida, que me ofertou mais um filho de criação.
Runa, filho de Bast, é um gatinho cinza e branco, de pouco mais de um mês, que vai me acompanhar daqui pra frente, junto com Ganesh, meu gato preto, de bruxa, que está comigo há pouco mais de um ano, e Victoria, minha gatinha de duas patas, filha biológica (risos), que vai fazer 4 anos no próximo dia 18.
A eles, os bichanos que me rodeiam, dedico uma ode de Pablo Neruda. Está em espanhol, mas dá pra entender bem!
ODA AL GATO
Los animales fueron imperfectos, largos de cola, tristes de cabeza. Poco a poco se fueron componiendo, haciéndose paisaje, adquiriendo lunares, gracia, vuelo. El gato, sólo el gato apareció completo y orgulloso: nació completamente terminado, camina solo y sabe lo que quiere.
El hombre quiere ser pescado y pájaro, la serpiente quisiera tener alas, el perro es un león desorientado, el ingeniero quiere ser poeta, la mosca estudia para golondrina, el poeta trata de imitar la mosca, pero el gato quiere ser sólo gato y todo gato es gato desde bigote a cola, desde presentimiento a rata viva, desde la noche hasta sus ojos de oro.
No hay unidad como él, no tienen la luna ni la flor tal contextura: es una sola cosa como el sol o el topacio, y la elástica línea en su contorno firme y sutil es como la línea de la proa de una nave. Sus ojos amarillos dejaron una sola ranura para echar las monedas de la noche.
Oh pequeño emperador sin orbe, conquistador sin patria, mínimo tigre de salón, nupcial sultán del cielo de las tejas eróticas, el viento del amor en la intemperie reclamas cuando pasas y posas cuatro pies delicados en el suelo, oliendo, desconfiando de todo lo terrestre, porque todo es inmundo para el inmaculado pie del gato.
Oh fiera independiente de la casa, arrogante vestigio de la noche, perezoso, gimnástico y ajeno, profundísimo gato, policía secreta de las habitaciones, insignia de un desaparecido terciopelo, seguramente no hay enigma en tu manera, tal vez no eres misterio, todo el mundo te sabe y perteneces al habitante menos misterioso, tal vez todos lo creen, todos se creen dueños, propietarios, tíos de gatos, compañeros, colegas, discípulos o amigos de su gato.
Yo no. Yo no suscribo. Yo no conozco al gato. Todo lo sé, la vida y su archipiélago, el mar y la ciudad incalculable, la botánica, el gineceo con sus extravíos, el por y el menos de la matemática, los embudos volcánicos del mundo, la cáscara irreal del cocodrilo, la bondad ignorada del bombero, el atavismo azul del sacerdote, pero no puedo descifrar un gato. Mi razón resbaló en su indiferencia, sus ojos tienen números de oro.
Escrito por ...enfys... às 22h33
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Passeando pelo T&I, do Math, me deparei com o nome de Godard. Alguém que, indiretamente, me trouxe coisas fantásticas, tanto em se tratando do próprio cinema francês, quanto em alguns outros aspectos da minha vida, no assunto “descoberta”. Meu filme favorito dele, com o qual tive o prazer de trabalhar, é “Pierrot le Fou”, filme do início da década de 60, com Jean-Paul Belmondo e Anna Karina nos papéis principais.
Fui contratada por um amigo, dramaturgo, em 2002, para traduzir para o francês a adaptação que este fizera do filme para o teatro, e para contatar Monsieur Jean-Luc Godard ao final, para recolher os devidos direitos autorais. Infelizmente a empreitada não deu certo, pois, por ser “Pierrot” a menina dos olhos de Godard, ele não aprovou a adaptação... Mas para mim tudo foi delirante mesmo assim!
De qualquer forma, vou publicar um trecho do filme que gosto muito, em francês, e, abaixo, em português. Sugiro que, se não viram ainda, assistam! É maravilhoso!!!
Ferdinand – (Froid) Bonsoir. (À Frank) S’il te plaît, donnes-moi les clefs de la Lincoln.
Frank – Encore, tu ne reste pas ?
Ferdinand – Je suis fatigué. Tu vois ça ? Une machine pour voir, qui s’appelle les yeux. Pour entendre, les oreilles. Pour parler, la bouche. J’ai l’impression que c’est des machines séparées. Y a pas d’unité. Je devrais avoir l’impression d’être unique. J’ai l’impression d’être plusieurs.
La deuxième actrice, dans le rôle de la femme qui raccompagne Frank – Vous parlez trop. C’est fatigant de vous écouter.
Ferdinand – C’est vrai, je parle trop. Les hommes seul parlent toujours trop.
Ferdinand – (Frio) Boa noite. (Para Frank) Por favor, dê-me as chaves do Lincoln.
Frank – Ah, não vai ficar ?
Ferdinand – Estou cansado. Você vê? Uma máquina para enxergar, que chamamos olhos. Para ouvir, as orelhas. Para falar, a boca. Tenho a impressão que são máquinas separadas. Não há unidade. Eu deveria ter a impressão de ser único. Tenho a impressão de ser muitos.
A segunda atriz, no papel da mulher que acompanha Frank – Você fala demais. é cansativo ouvi-lo.
Ferdinand – É verdade, eu falo demais. Os homens sós sempre falam demais.

Escrito por ...enfys... às 16h40
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O.K.! O Sandro foi o visitante número 1.000!
Prepare-se, baby, 'cause here I come!! hehehe
Escrito por ...enfys... às 16h39
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Aviso 
Talvez esta semana, meu blog atinja os 1.000 visitantes! Ieeeebaaaaa! Como é de praxe que alguns blogueiros ofereçam presentes àqueles que os visitam num número redondo, eu vou entrar na onda!!
Vamos aos presentes:
Para meninas: um grande abraço...! Valeu... você pode ter estragado a minha alegria... 
Para meninos: um beijo na boca, no Clube do Beijo, num próximo encontro de blogueiros... 
[Gargalhadas animadas] Um brinde a todos nós!
Obrigada pelas visitas, meus queridos!!!!
"Thank you very much, and I love you aaaaaaaall!" - Ozzy
Escrito por ...enfys... às 14h14
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Ontem e anteontem estive sem tempo e não consegui postar... Segue o texto que escrevi sobre o eclipse.
Engraçadamente, ontem me senti totalmente eclipsada. Senti que a energia caótica – sob a visão nórdica – do eclipse, me trouxe uma resposta, igualmente caótica, às minhas indagações sobre meu modus operandi atual... Através deste caos uma mudança em mim ocorreu. E ela não é má. É indício, somente, do início de uma nova trilha. Samhain.
Lembrei-me do Dragão, que é o próprio caos, e de todos os Dragões com quem convivo. Um deles, o mais importante, minha filha.
Segundo uma outra lenda, o dragão que habita a Lua com São Jorge vive em luta constante com este.
O Dragão destrói para que algo novo seja construído. Não devemos lutar com os dragões, quando eles se mostrarem a nós. Devemos, sim, deixar com que eles façam o seu trabalho. Se eles exigirem algum tipo de luta, é necessário que se lute. Mas é necessário também conhecer o momento de embainhar novamente a espada, e recolher-se, aceitando uma possível perda. (Dificilmente ganharemos uma luta contra um Dragão). Se pedirem um presente – dragões só trocam favores, jamais os fazem sem recompensa – é preciso que o presente lhes seja ofertado.
Novamente repito: os Dragões são a personificação do caos – mudança – novo ciclo. Encontrei-me hoje com um Dragão...
E minha espada já foi embainhada. Verti um pouco de sangue na luta que me foi proposta, alguns ferimentos estão sendo devidamente tratados. Cansei-me na batalha. Perdi. Mas rendi-me com o coração aberto, e ainda mantendo a minha honra, que é o mais importante.
“O gado morre, a família morre,
Todo homem é mortal:
Mas uma coisa que nunca morre
É a glória do bom morto“.
(Hávamál, v. 77)
Mani, Hati e o Eclipse Lunar
Mani é conhecido na mitologia nórdica como a personificação da Lua. Filho de Mundilfari e irmão de Sunna, o sol, ele carrega a Lua pelos céus todas as noites com sua carruagem puxada por cavalos.
Todas as noites, um lobo, Hati, persegue a carruagem, intentando engolir a Lua. Quando, de fato, ele consegue alcançá-la, é então que ocorre o eclipse lunar.
O eclipse, para os nórdicos, é considerado de mau augúrio e de grande preocupação, pois algo nada usual está acontecendo na natureza (fenômeno).
Para afugentar o lobo e devolver a Lua ao céu e a Mani, é costume que se faça muito barulho durante o eclipse.
Outro mito sobre a Lua, na mitologia nórdica, é o das crianças Hjuki e Bil, filhos de Vidfinn. Um dia, o pai manda as crianças à fonte Byrgir com um tacho e um bastão para buscar água. Quando Mani os vê, ele os pega para si, e os leva para morar com ele na Lua. Podemos vê-los com seu tacho e bastão quando olhamos para a superfície da Lua e vemos as manchas acinzentadas em sua face.
Escrito por ...enfys... às 10h09
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Um conto de domingo
Chegamos à praia por volta das quatro horas da tarde do primeiro domingo do ano. A areia era branca, e tocava nossos pés com ligeira suavidade. Em frente ao mar verde e um tanto movimentado, paramos, para que a paisagem se comunicasse conosco. Apenas nos contemplava, num vaivém de olhos ocultos e delícias a serem descobertas. A deusa Sunna já se encaminhava para o oeste com sua carruagem envolta por nuvens cor-de-rosa num céu alaranjado, levando consigo o sol vermelho de outono. A leste, um amontoado de grandes pedras, que as ondas do mar acariciavam com fúria e carinho. À beira-mar fizemos nosso caminho de pegadas frescas em direção às pedras. Sabíamos que havia algo ao topo, e começamos a subir.
Chegando à parte mais alta, vislumbramos um ainda mais gigantesco mar, algumas poucas ilhas soltas no oceano, e o horizonte longínquo. Fiz uma reverência respeitosa a Njörd, o Senhor Grandioso dos Oceanos, e a suas filhas, as ondinas. Senti a brisa morna na minha face enquanto abria os braços com alegria. Ele me seguiu no gesto, e ficamos lado a lado nesta posição por alguns minutos.
Nossos olhos se encontraram e nossos corpos pulsavam, com vontade de unir-se em perfeito amor. Freyja se manifestou na sua forma sensual e, num abraço forte e quente, as roupas caíram ao solo sem ruído. Só se ouvia o som que o mar fazia e aquele de nossa respiração ofegante sobre a rocha. A brisa tocava ainda com mais força nossos corpos ferventes, enquanto nos entregávamos ao prazer e à cumplicidade. Éramos um só corpo na imensidão do mundo, um ponto pequeno como uma estrela no céu. A leste, o irmão de Sunna, Mani, transportava a lua quase cheia em direção ao meio do céu. Ambos nos observavam com curiosidade, nos abençoando.
A noite vai caindo, e as primeiras estrelas se acendem no azul-escuro. A luz da lua fica ainda mais clara, tornando as ondas mágica e extremamente brilhantes. Ouvimos dentro de nós a belíssima Cavalgada das Valkírias, de Wagner. O mar antes verde, à nossa frente, enegrece, e provoca em nós uma vontade ardente de recomeçar. Deitados, mãos tocam mãos. Pernas se entrelaçam. Os olhos percorrem os corpos nus com desejo. Os dedos caminham pela pele arrepiada, tremendo. As línguas se encontram, e o beijo apaixonado e lento nos faz delirar. Sinto o peso do corpo dele sobre o meu, e ele se acomoda dentro de mim mais uma vez. A noite incita em nós um desejo quase animal, o instinto mais primitivo, e nos amamos com fúria e carinho, e somos agora o mar revolto e viril e a rocha submissa. Encontramos o êxtase no suor que o movimento brusco provocou, e quando ele despejou dentro do meu corpo o líquido da vida, um suspiro longo escorregou para fora de nós. Meus pensamentos cessaram, e não havia voz ou qualquer coisa que pudéssemos fazer. Restava apenas o silêncio, o êxtase, o prazer fulminante. Depois do beijo demorado, resolvemos, à luz da lua e à permissão da praia deserta, correr e encontrar a água do mar, que era testemunha ocular daquelas cenas de tanto deleite.
O banho salgado e frio nos fez despertar e nos mostrou que nada daquilo estava sendo um sonho, como ainda acreditávamos. Molhados, nos abraçamos, e deixamos as ondas nos acariciarem. Sentimo-nos novos, renascidos. Não conseguíamos deixar de sorrir; os movimentos pareciam reflexos, como se sentíssemos que nossos espíritos houvessem, de mãos dadas, deixado o físico para flutuar sobre o mar, para nos juntarmos aos deuses em sua morada no alto por um instante.
E cá estou, hoje. O corpo ainda estremece ao recordar. O sorriso ainda escapa dos lábios à simples lembrança de uma cena. Eu estive lá. Ele esteve comigo. Depois de quase dois anos juntos, mesmo separados, ainda descobrimos que cada vez pode ser melhor, e que sempre podemos renovar, podemos reforçar o que sentimos, podemos nos apaixonar constante e incessantemente um pelo outro.
José Paulo, eu te amo com todo o meu coração, alma e corpo (mesmo que isso ainda me confunda um pouco...).
Mas eu sou feliz por isso... Por ter você por perto.
Escrito por ...enfys... às 14h01
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Praia da Juréia - S. Sebastião

Escrito por ...enfys... às 13h57
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